Skip to main content Skip to footer
RELATÓRIO DA PESQUISA

Principais tendências bancárias para 2026

Serviços bancários sem restrições estão aqui. IA generativa e agêntica, ativos digitais e novos modelos de negócios aceleram as decisões e permitem que os bancos façam mais do que nunca. Baixar relatório.

Seis tendências estão reescrevendo o futuro do setor bancário, onde as possibilidades já não são limitadas por barreiras.

  • 01. Dinheiro

  • 02. Experiência

  • 03. Trabalho e talentos

  • 04. Tecnologia

  • 05. Risco e regulamentação

  • 06. Concorrência

TENDÊNCIA 1: O futuro do dinheiro

O dinheiro fica mais inteligente

O futuro do dinheiro reimaginado: como funciona, como circula e como cria valor.

O panorama

As moedas digitais remodelam a forma como o dinheiro é armazenado, transferido e utilizado, alterando como ele funciona para bancos e clientes. Os bancos devem passar da adoção de novas formas de dinheiro para a criação de maneiras mais inteligentes, rápidas e conectadas de movimentá-lo.

O que está acontecendo

As moedas digitais, incluindo stablecoins, moedas digitais de bancos centrais e depósitos tokenizados, ao entrar no mainstream, remodelam onde e como o dinheiro circula. Ao mesmo tempo, trilhos interoperáveis e pagamentos programáveis tornam o dinheiro mais inteligente. A próxima evolução é o dinheiro agêntico, que pode agir por conta própria, executando pagamentos e otimizando a liquidez sem intervenção humana.

O que está em jogo

Essas mudanças representam tanto um risco quanto uma oportunidade para os bancos. As moedas digitais podem deslocar pagamentos e receitas para fora do sistema bancário tradicional, enquanto transações mais inteligentes podem posicionar os bancos no centro de uma nova revolução.

US$ 13 trilhões

do valor das transações podem migrar para métodos alternativos de pagamento até 2030, colocando em risco cerca de US$ 13 bilhões em tarifas de pagamento.

76%

das instituições financeiras relatam que ainda têm trabalho a fazer para permitir o dinheiro inteligente.

57%

dos líderes empresariais acreditam que o comércio agêntico se tornará predominante nos próximos três anos.

O que fazer

Defina uma estratégia de moeda digital

Decida liderar como emissor, custodiante ou facilitador. Em seguida, colabore com bancos centrais e parceiros para definir padrões e compartilhar custos.

Atualize o essencial para viabilizar o dinheiro inteligente

Modernize o núcleo do banco, indo além dos sistemas legados frágeis para arquiteturas que integram blockchain, contabilidade distribuída e segurança cibernética mais robusta.

Foque na intenção do cliente

Identifique necessidades não atendidas e emergentes dos clientes. Personalize soluções em nível de segmento que gerem o maior impacto e adapte as ofertas conforme as necessidades evoluem em tempo real.

Adote pagamentos agênticos

Para habilitar um sistema agêntico que otimize os pagamentos, construa uma base segura com um mecanismo UX/CX que permita aos clientes corporativos "programar" seu dinheiro.

TENDÊNCIA 2: O futuro da experiência

Serviços bancários em todos os lugares que importam

As experiências bancárias se tornam conversacionais, adaptativas e presentes onde quer que os clientes estejam.

O panorama

Interfaces baseadas em IA e GPT transformam o setor bancário e elevam as expectativas dos clientes para além das transações básicas. Os clientes esperam experiências fluidas e adaptativas em canais digitais e físicos. Para atender a essas expectativas, os bancos precisam modernizar os sistemas de núcleo e desenvolver GPTs que ofereçam interações em tempo real e sensíveis ao contexto. As agências físicas continuarão essenciais como âncoras de confiança, mas seu papel vai evoluir. O sucesso está em combinar a conveniência impulsionada por IA com o valor duradouro da conexão humana.

O que está acontecendo

O futuro do setor bancário depende de três tendências. Os clientes confiam cada vez mais na IA, especialmente em assistentes do tipo GPT, mas querem manter o controle. A IA avança para dispositivos vestíveis, oferecendo suporte contínuo e em tempo real. As agências físicas permanecem vitais para tarefas complexas, ao combinar conexão humana com conveniência impulsionada por IA.

O que está em jogo

A posse, pelos bancos, das camadas da experiência do cliente (incluindo marca, canal, interface e execução), está sob pressão. A IA amplia as opções quando as experiências começam fora do banco e, ao mesmo tempo, reduz o controle dos bancos à medida que os clientes transitam entre canais não bancários e bancários. À medida que a inteligência artificial generativa torna mais fácil comparar e alternar entre produtos bancários, uma onda de inovação acelera a disrupção, empurrando os bancos para funções mais restritas, a menos que eles se reinventem em todas as camadas da experiência.

65%

dos entrevistados estão abertos a usar um assistente financeiro do tipo GPT oferecido por meio de uma plataforma de IA generativa ou uma carteira digital.

71%

dos respondentes aceitariam um assistente de IA no aplicativo móvel de seu banco principal.

76%

dos entrevistados utilizariam microagências ou cabines inteligentes, demonstrando clara demanda por formatos físicos inovadores.

O que fazer

Use a intenção do cliente para conectar experiências

Desenvolva um “motor de intenção” fundamental que combine identidade do cliente, consentimento e contexto para garantir a continuidade da conversa e da intenção em todos os canais.

Combine experiências conversacionais e agênticas

Incorpore assistentes inteligentes às jornadas digitais e interfaces gráficas existentes, oferecendo limites, controles e explicações claras.

Não ignore a presença física

Em um mundo impulsionado por IA, os bancos físicos oferecem solidez e um equilíbrio que fortalece a marca. Experimente implementar microagências e cabines inteligentes e compare seus resultados com os formatos padrão.

Exponha a marca do banco em novos canais

Para se manter visível, invista em APIs de parceiros e otimização de motores generativos (generative engine optimization, GEO) para integrar sua marca em GPTs, plataformas de mensagens ou dispositivos vestíveis.

Prepare-se para assumir um papel de fabricante de produtos

Concorra como o melhor "motor de execução" da categoria para produtos padronizados, mantendo o controle sobre experiências complexas com produtos que exigem muita consultoria.

Conquiste a porta de entrada ao construir ecossistemas de "eventos de vida"

Use IA para facilitar grandes experiências de vida, como a compra de um imóvel. Destaque a marca do seu banco, tornando-o conhecido como o lugar fácil para fazer coisas complexas.

TENDÊNCIA 3: O futuro do trabalho e dos talentos

A IA agêntica rompe as barreiras tradicionais de capacidade

O “banco 10×”, no qual uma pessoa gerencia uma equipe de IA para gerar impacto exponencial, ganha destaque.

O panorama

A IA transforma o modo como os bancos operam, atendem clientes e desenvolvem software. A capacidade já não depende do número de funcionários, e os bancos agora podem ampliar seu impacto com equipes pequenas que direcionam colaboradores digitais. O futuro do trabalho está em projetar funções, fluxos de trabalho e culturas nas quais humanos e máquinas alcançam mais juntos.

O que está acontecendo

A IA redefine a capacidade humana. O crescimento deixará de ser limitado pelo número de pessoas que um banco consegue contratar. Ainda assim, o sucesso depende de colocar as pessoas no centro da mudança. Executivos precisam capacitar seus talentos para reinventar fluxos de trabalho e cocriar interações intuitivas entre humanos e IA que elevem o trabalho, em vez de substituí-lo.

O que está em jogo

A IA rompe os limites de capacidade, mas nem todos os bancos estão prontos. O que é necessário: visão clara e governança para evitar adoção fragmentada e confusão dos funcionários e sistemas que não funcionam de forma integrada para a organização ou para os clientes. Os bancos que adotarem a IA de forma responsável desbloquearão novo valor, crescimento acelerado e fortalecerão a confiança.

US$ 289 bilhões

em benefícios potenciais decorrentes da adoção em escala da IA generativa nos próximos três anos, com base em nossa análise dos 200 maiores bancos globais.

2,5x

maior ROI de programas de IA patrocinados pelo CEO e orientados por propósito, em comparação com iniciativas de IA que não contam com visão clara nem apoio da liderança.

57%

dos executivos de TI do setor bancário esperam adoção ampla ou totalmente incorporada de agentes de IA em risco, conformidade e detecção de fraudes dentro de três anos.

O que fazer

Faça da IA uma oportunidade para todos

A IA deve ser pauta de CEO que conecte objetivos de negócio, transformação da força de trabalho e investimento em tecnologia. Liderança transparente e construção de confiança são essenciais.

Redesenhe o trabalho com base nos objetivos do negócio, não nos cargos

Bancos líderes adotam fluxos de trabalho orientados por intenção, baseados em resultados de negócio e necessidades dos clientes, nos quais agentes de IA lidam com o trabalho rotineiro e humanos se concentram em casos complexos.

Reestruture o RH para construir uma força de trabalho preparada para a IA

A missão do RH inclui possibilitar uma força de trabalho colaborativa entre humanos e IA. Isso significa desenvolver habilidades avançadas e especializadas em IA e fomentar uma cultura de curiosidade e aprendizagem conjunta.

Estabeleça AgentOps para escalar a IA de forma responsável

Os bancos precisam de uma função dedicada de AgentOps para supervisionar implantação, desempenho e governança dos agentes de IA, atuando como uma torre de controle para a integração eficaz da IA.

TENDÊNCIA 4: O futuro da tecnologia

O alto custo do baixo custo

O futuro da tecnologia está mudando de manter os sistemas ativos para impulsionar o crescimento.

O panorama

Anos de subinvestimento deixaram os bancos sobrecarregados por dívida técnica e custos crescentes, já que os gastos priorizaram a manutenção de sistemas obsoletos. Com os custos de tecnologia crescendo cerca de quatro vezes mais rápido do que a receita, esse modelo é insustentável. A IA oferece um caminho para a modernização, transformando fragilidades legadas em motores de crescimento.

O que está acontecendo

Os bancos há muito veem a modernização como a solução, mas o custo e a complexidade os impediram de avançar. Isso está mudando. O desenvolvimento orientado por IA, arquiteturas componíveis e a adoção de código-fonte aberto reduzem essas barreiras. Essa simplificação viabiliza aplicações resilientes em múltiplas nuvens, enquanto camadas de governança garantem controle e segurança à medida que agentes de IA se proliferam.

O que está em jogo

As decisões tomadas hoje determinarão se os bancos vão liderar ou ficar para trás. Sistemas legados significam custos crescentes, inovação mais lenta e maior risco. A modernização da arquitetura desbloqueia agilidade, resiliência e crescimento, mas o sucesso também exige capacitar a força de trabalho com as habilidades, a governança e as capacidades certas para prosperar em um futuro impulsionado por IA.

Cerca de 70%

do orçamento de TI está sendo consumido apenas pela manutenção da dívida tecnológica.

8%

crescimento médio anual nos custos de software desde 2017, superando o crescimento da receita bancária.

'Cerca de 1 entre 3

ganhos de eficiência esperados nas principais atividades do ciclo de vida de desenvolvimento de software nos próximos três anos.

O que fazer

Incorpore IA generativa em todo o ciclo de vida do software

Use IA generativa ao longo de todo o ciclo, dos requisitos à manutenção. Explore abordagens emergentes e adote novas formas de trabalho para acompanhar o desenvolvimento de software inteligente.

Adote o código-fonte aberto em áreas comuns

Colabore com outros bancos no básico, onde grande parte da pilha tecnológica é comum, para liberar tempo e recursos para capacidades que gerem valor mais diferenciado.

Simplifique para gerar resiliência

Elimine a complexidade desde a base e construa uma arquitetura aberta e modular para reduzir custos, ampliar a adaptabilidade e transformar a resiliência em uma vantagem estratégica.

Estabeleça identidade e governança para agentes de IA

Adote um framework de identidade para autenticação, autorização e permissões baseadas em funções, possibilitando o monitoramento em tempo real da atividade dos agentes, do desempenho e das interações com os sistemas.

TENDÊNCIA 5: O futuro do risco e da regulamentação

Enxergar o panorama além dos pixels

O risco se torna responsabilidade de todos, viabilizado por visibilidade contínua, integrada e em tempo real.

O panorama

À medida que a especialização cresce, a gestão de riscos se fragmenta, criando pontos cegos que ameaçam os bancos. Para liderar, os bancos precisam evoluir de gerenciar riscos para dominá-los, tratando o risco como uma capacidade integrada em todo o ecossistema. Sob essa perspectiva, o risco passa a ser fonte de insight, agilidade e ação decisiva em um cenário complexo.

O que está acontecendo

O risco está em toda parte e se acelera. Não é mais apenas uma preocupação das equipes de risco, é responsabilidade de todos. Ainda assim, estruturas em silos e visões fragmentadas limitam a visibilidade, enquanto vulnerabilidades ocultas em supply chain de software complexas ampliam ainda mais o risco. O ritmo acelerado das ameaças emergentes exige uma abordagem mais integrada e em tempo real.

O que está em jogo

O design da gestão de riscos vai além da tecnologia. Ele impulsiona desempenho e resiliência. Apesar dos investimentos significativos, falhas ainda geram perdas e penalidades. Modernizar o risco agora é imperativo estratégico, moldando a alocação de capital e a transformação. Os bancos que desenvolverem velocidade e previsão estarão na vanguarda da próxima era de liderança em riscos.

US$ 60 bilhões

gastos em 2024 em sistemas de TI com suporte à gestão de riscos, de acordo com a Celent.

81%

dos executivos de risco esperam que os riscos enfrentados por suas organizações se tornem mais interconectados nos próximos dois anos.

Apenas 38%

dos executivos de risco afirmam estar satisfeitos com a capacidade da empresa em geral de adotar uma mentalidade de risco.

O que fazer

Incorpore a gestão de riscos, por projeto, no núcleo

Integre o risco aos processos e à cultura com o uso de IA e ferramentas digitais para otimizar fluxos de trabalho e adicionar análises preditivas. Torne a gestão de riscos um processo vivo.

Invista em dados, modelos e análise de cenários

Transforme a gestão de riscos em previsão preditiva aproveitando modelos orientados por IA para monitoramento em tempo real, teste de estresse contínuo e análise dinâmica de cenários.

Desenvolva talento e cultura para orquestração

Integre pessoas, dados e tecnologia em um único time de defesa inteligente e especializado, capaz de explicar interconexões complexas e traduzir insights em decisões.

TENDÊNCIA 6: O futuro da concorrência

A disputa pelo balanço se intensifica

A vantagem tradicional dos bancos, os balanços de depósitos e empréstimos, responsáveis por cerca de dois terços da receita, está sob ataque.

O panorama

A posição sólida do setor bancário está mudando. As fintechs, as stablecoins e o crédito privado visam os principais produtos bancários, enquanto os clientes ganham mais controle sobre o seu dinheiro. Os bancos precisam repensar a gestão do balanço, evoluir de silos de produtos para ofertas integradas e firmar novas parcerias. Os líderes serão aqueles que se adaptarem rapidamente a esse cenário em evolução.

O que está acontecendo

A competição pelo balanço se intensifica à medida que novos entrantes retiram depósitos e empréstimos dos bancos tradicionais. Fintechs, como a Robinhood, se expandem para empréstimos domésticos, enquanto as stablecoins criam um sistema paralelo para armazenar dinheiro, ameaçando os financiamento e empréstimos. A IA agêntica permite que os clientes otimizem depósitos e empréstimos sem esforço algum, acelerando a movimentação de recursos. Como resultado, os bancos precisam reprecificar produtos para proteger a liquidez, colocando a rentabilidade em risco.

O que está em jogo

A velocidade e a escala da disrupção significam que as abordagens tradicionais de gestão de depósitos e empréstimos já não são suficientes. O risco real não é apenas a perda de participação de mercado, mas uma mudança fundamental na forma como o valor é criado e capturado no setor bancário. Para prosperar, os bancos precisam ir além de mudanças incrementais, tomar decisões ousadas e adotar novos modelos que os posicionem para relevância no longo prazo.

>US$ 200  trilhões

em depósitos e empréstimos estão sob pressão.

22%

da receita pré-impostos dos bancos dos EUA pode estar em risco diante de disrupções relativamente pequenas nas taxas de crédito e de depósitos.

2/3

das receitas bancárias globais são receitas de juros líquidos.

O que fazer

Jogue na defesa com produtos centrados no cliente

Quebre os silos de produtos integrando poupanças, empréstimos, pagamentos e recompensas em propostas unificadas que reconhecem a profundidade do relacionamento.

Jogue no ataque com otimização impulsionada por IA

Não espere que as fintechs criem experiências no estilo GPT para os clientes. Faça esses movimentos primeiro, pois quem sai na frente normalmente conquista a maior parte da participação de mercado.

Mude o jogo

A cooperação e as parcerias podem ser a diferença entre ficar para trás ou permanecer à frente. Acesse a expertise profundamente enraizada no banco e encontre formas de monetizá-la.

Quer a história completa?

ESCRITO POR

Michael Abbott

Senior Managing Director – Global Banking & Capital Markets Lead

Sulabh Agarwal

Managing Director – Global Payments Lead

Brian Shniderman

Senior Managing Director – Payments Lead, North America

​​David Levi​

Managing Director – Customer Engagement Lead, Financial Services

Antonio Coppolecchia

Managing Director – Accenture Song Financial Services Lead, EMEA

Kim Kim Oon

Managing Director – Accenture Strategy, Financial Services

Frédéric Brunier

Global Lead – Technology Strategy and Lead – Strategy, EMEA

David Maya

Senior Managing Director Lead – Finance Risk Compliance

Laura Bray

Senior Managing Director – Finance Risk Compliance

Andy Young

Managing Director – Financial Services, Talent & Organization Lead

Thomas Merry

Managing Director – Head of Strategy, UKI