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Unboxing #9

The change driver. Feito por e para quem lidera a mudança.

10 MINUTOS DE LEITURA

17 março 2025

Conheça o futuro em primeira mão

Unboxing é uma publicação periódica da Accenture Brasil com a curadoria de um conteúdo essencial para a pauta dos líderes de negócios.

Está empacotado aqui o que acontece pelo mundo, como o Brasil se comporta nesse cenário, e como a Accenture transforma as grandes organizações ao somar a tecnologia e a criatividade humana.

Leia e descubra o que está por vir.

A nova era exige reinvenção de supply chain  

Turbulências globais se tornaram cotidianas. A gripe aviária pressiona o preço de ovos nos EUA, enquanto o aquecimento global quebra safras de café no Brasil e Vietnã, azeitonas na Europa, e cacau na África – um café da manhã desequilibrado de oferta e demanda. Some-se a isso uma reforma tributária que fará com que empresas reavaliem toda a estratégia de negócios, incluindo a localização de fábricas e redes de distribuição.

Para o executivo de supply chain, operar nesse ambiente equivale a navegar um cargueiro na temporada de monções todo dia. É preciso mais do que apenas mãos firmes.

Líder em supply chain pela ISG, consolidando sua autoridade em consultoria estratégica, operação de serviços de TI, BPO e cadeia circular no Brasil, a Accenture sabe que, com tecnologia, os indicadores de supply entram em outro patamar – e é por isso que esse posicionamento único, que une visão de indústria, inteligência artificial, sustentabilidade e Industry X, tem reinventado grandes cadeias de valor.

Mais tecnologia, mais maturidade

Para se manter acima da linha da água, as empresas com cadeias de valor mais críticas a seus negócios – da Braskem à Vivo – investem em novas tecnologias que elevam o nível de maturidade de supply chain.    

Hoje, temos um acúmulo de novas tecnologias comprovadas, como IA, machine learning e modelos de otimização que elevam o patamar de performance da cadeia de suprimentos.

Flavio Barreiros / líder de Supply Chain & Operations da Accenture

A nova fronteira de performance está no topo da agenda do C-level globalmente. Segundo o estudo Next Stop, Next-Gen, da Accenture, as quatro prioridades mais citadas por executivos no mundo (inovação, tempo de resposta ao mercado, otimizar custos e aumentar a resiliência) têm a ver com maturidade de supply chain.

“Com a transformação na cadeia, Braskem e Vivo caminham para fazer parte do 1% de empresas com o nível mais alto de maturidade de supply chain”, diz Barreiros.  

As quatro fases da maturidade de Supply Chain

9%

No passado: Operação com tecnologia legada, visibilidade limitada dos dados e alta dependência de tarefas e tomadas de decisão manuais e humanas.

67%

Agora: Uso de algumas ferramentas digitais para facilitar as tarefas operacionais básicas e apresentação de digitalização parcial nas tarefas de rotina.

22%

Em breve: Aumento da digitalização em todas as operações com dados contextualizados e de alta qualidade integrados de várias fontes, práticas ecologicamente corretas e relacionamentos sólidos com o ecossistema.

1%

No futuro: Emprego da IA generativa e aprendizado de máquina avançando para tomada de decisões autônomas, simulações avançadas e melhoria contínua por meio de análises de dados e insights orientados por IA.

Maturidade se traduz em resultado

Das 1000 empresas contempladas pelo estudo da Accenture, as 100 com maior grau de maturidade de Supply Chain apresentaram resultados consideravelmente maiores do que os seus pares. As suas margens EBIT entre 2019 e 2023 foram em média 11,8%, comparadas a 9,6% das concorrentes, e nesse mesmo período, as que têm papéis públicos entregaram 8,5% de retorno aos investidores contra 7,4% da média. 

Manter a máquina magra, inteligente e com visibilidade traz o diferencial de performance que vemos na liderança de competições acirradas – de mercados mundiais turbulentos a corridas de Fórmula 1.

“A equipe mecânica que consistentemente entrega aquele percentual a mais consegue fazer isso porque preparou a máquina que consome melhor, entrega mais performance, e é monitorada com sistemas inteligentes”, compara Barreiros. “Supply chain também é um jogo de milésimos de segundo”.

Overclocking Logístico na Braskem

Indústrias pesadas não podem parar. Desligar um alto-forno em uma siderúrgica significa retirá-lo de um platô de temperatura ideal que leva dias para alcançar. O mesmo acontece com reatores das indústrias petroquímicas ou fábricas de cimento. Nessas indústrias, a cadeia de suprimentos se torna vital – seu fluxo constante é o que garante a eficiência do sistema.

Na Braskem, manter o suprimento de insumos constante com todas as variabilidades da cadeia impacta em um alto custo para a empresa. A cadeia da petroquímica recebe sua matéria-prima, a nafta, via uma frota de navios que aportam em Aratu, BA. Mas o impacto das variabilidades da cadeia e influências externas gerava um gargalo no porto, com um impacto em demurrage – a taxa de espera cobrada pelas embarcações paradas.

Executado em parceria com a Accenture, o projeto Kairos identificou oportunidades de otimização da cadeia de abastecimento para redução de demurrage pago pela Braskem.

O poder da simulação

Navios não têm hora exata para partir e chegar. De atrasos no carregamento até tempestades em alto-mar, imprevistos transformam datas em estimativas. Além disso, os portos têm vagas (berços) limitadas e o descarregamento de nafta depende da capacidade de estoque e produção, e fica fácil compreender por que demurrage era recorrente.

Para sanar isso, a Accenture criou um modelo de simulação dinâmico de toda a operação. “Com dados históricos de diversas variáveis de transporte, berço e consumo, criamos um ferramental que ajuda tanto no dia a dia da operação, quanto em cenários excepcionais, como a compra de uma carga que não estava prevista, ou imprevistos na cadeia”, explica Emilia Guimarães, líder de Consultoria para a indústria de recursos naturais da Accenture Latam.

Sobretudo, o simulador permite achar o conjunto de variáveis ideais para equilibrar os riscos de demurrage sem impactar no risco de redução de produção (slow down).

Just in time responsável

Outra das iniciativas foi evoluir os parâmetros de planejamento para compra de matéria prima (nafta). A combinação entre o risco de slow down na planta e a influência de metas comerciais nas estimativas de demanda também impactavam estes parâmetros.

“A solução foi criar um modelo de análise probabilística da demanda de nafta, baseado em dados e fatos de consumo históricos de toda a operação”, diz Emilia.

A aplicação permitiu que as datas entre remessas de navios ficassem mais acuradas, impactando diretamente na redução dos custos com demurrage.

Visibilidade plena

O último grande grupo de iniciativas do projeto Kairos lida com a conexão e monitoramento em tempo real de dados e decisões de toda a cadeia produtiva.

Agora, com uma nova governança de comunicação, novas ferramentas de unificação de dados, e um plano de monitoramento de mudanças operacionais, toda a informação que pode afetar a demurrage dos navios está mapeada para discussões mais produtivas e tomadas de decisão data-driven.

Ao todo, o projeto Kairos reduziu a demurrage em 30% na Braskem – seu objetivo primário. Mas acima disso, deixou como legado uma supply chain mais madura, com uma fundação de dados ideal para capacidades avançadas.

“O que vemos com um projeto como esses é que muitas vezes há convergência na solução de problemas. Você parte de premissas diferentes, mas acaba sempre aumentando a maturidade de monitoramento, simulação, analítica, e inteligência em supply chain. O amadurecimento é inevitável”, afirma Emilia.

Vida nova aos roteadores da Vivo

Aquele roteador da sua ex-operadora que acumula poeira numa caixa do escritório, entre um carregador de Palm Pilot e cartuchos de impressora vazios, é um exemplo de produto certo no lugar errado. Essa mera inconveniência a você é um bem valioso de propriedade da operadora, que pode ser recondicionado e entregue a outro cliente de banda larga.

“Perder esses aparelhos é uma afronta à sustentabilidade, incorre em altos custos e distúrbios operacionais, e ainda por cima é chato para o cliente”, diz Caio Silveira Guimarães, da Vivo. “O desafio de recolher é alto, mas decidimos insistir nisso.”

A Vivo incluiu no plano de transformação da sua supply chain com a Accenture a implantação de um sistema inteligente de logística reversa que ajudará os roteadores desgarrados a encontrarem novos lares – e promete poupar à operadora mais de R$ 100 milhões por ano.

A hora certa de voltar

“Desenvolvemos um motor de alocação inteligente que basicamente sabe qual melhor parceiro de logística chamar para cada caso de recolhimento de equipamento, o melhor horário para fazer essa coleta, e o melhor jeito de se comunicar com o cliente”, diz Renato Ribeiro, líder de Data & AI em Supply Chain na Accenture.

O motor de alocação – um exemplo de capacidade de próxima geração em supply chain – está integrado a um fluxo de informações também automatizado. Os alertas que engatilham uma tentativa de recolhimento de equipamento podem vir de cancelamentos por telefone, por tickets internos de inadimplência, ou canais digitais.

Dados que viram inteligência

Similarmente, o registro do decorrer de cada tentativa de recolhimento, que pode ser executada por diferentes operadores de logística terceirizados ou pelos próprios Correios, precisa ser registrado, padronizado, e realimentado no sistema.

“Isso nos dá visibilidade end to end, e levanta os dados que tornam o sistema mais inteligente. Ganha o cliente, e ganha o cliente do cliente, que somos eu e você, afinal”, diz Ribeiro.

Para Flavio Barreiros, a maturidade de supply chain é um conjunto de capacidades que uma pessoa leiga talvez não seja capaz de nomear, mas que certamente é capaz de sentir. “Seja na devolução de um roteador, na entrega de comida, ou no e-commerce, nós já sabemos o que uma cadeia de próxima geração é capaz de fazer. É um mundo mais complexo, mas com as soluções certas, é também um mundo melhor”, conclui.

Unboxing #8: A vida depois do S/4HANA

Há pouco mais de dois anos, a M. Dias Branco, líder no setor de biscoitos e massas, estava diante de um desafio: a atualização do sistema ERP (Enterprise Resource Planning). Essa é uma discussão que se firma hoje no topo da agenda de empresas de diversos setores e a Accenture tem ajudado muitas delas nessa jornada.

“Essa necessidade traz uma oportunidade de alavanca de transformação, com melhoria de processos e inovação”, afirma Adriano Régis, Líder da Prática de SAP da Accenture na América Latina.

Com uma visão arrojada de mercado e disposta a acelerar seu crescimento e modernização, a liderança da M. Dias Branco percebeu que, mais do que um projeto de tecnologia, havia ali uma chance de transformação do negócio. Assim, a escolha pelo SAP S/4HANA, com implementação em parceria com a Accenture, foi natural pela capacidade da plataforma impulsionar seus principais objetivos – como a expansão e internacionalização de suas mais de 20 marcas, que incluem Adria, Vitarella, Piraquê e Jasmine.

O fermento para crescer

A M. Dias Branco conhece bem a trilha de crescimento acelerado. Ela se orgulha de ter começado como uma padaria há mais de 70 anos e de ter se tornado uma das maiores indústrias de alimentos do Brasil.

A companhia realizou expansões ao longo dos últimos anos por meio da construção de novas unidades industriais e comerciais e aquisições estratégicas. Desde 2018, adquiriu marcas como Piraquê, Latinex e Jasmine para ampliar sua presença em outras regiões, além do Nordeste, seu mercado de origem.

Com um modelo de produção verticalizado, reúne hoje 22 unidades industriais e 29 centros de distribuição estrategicamente localizados em diferentes Estados, permitindo a presença de suas marcas em todo o território nacional e fornecendo suporte para a exportação.

Campo fértil para a inovação com SAP

Nesse contexto, a solução SAP integrou 47 sistemas e foi testada em 126 linhas de produção, com mais de 1.400 turmas de treinamento. Foram mais de 800 talentos envolvidos diretamente no projeto.

“Colocamos a M. Dias Branco em um novo patamar”, afirmou o diretor de TI da empresa, Mauro Alarcon, ao comemorar o go-live do projeto, em janeiro passado. “A modernização do ERP é um grande habilitador para a execução do nosso planejamento estratégico. Nossa agenda de inovação continua pujante e o baixo nível de customização, somado a uma arquitetura digital de referência, garantirá maior velocidade na integração com novos sistemas e com ecossistema de inovação aberta, sem contar com a maior agilidade nas futuras atualizações do ERP.”

Janela de oportunidade

Para empresas que se veem diante do ponto de inflexão semelhante ao identificado pela M. Dias Branco, a implantação do sistema SAP S/4HANA surge como um acelerador da inovação, da competitividade, da produtividade e de todos os demais itens que definem o sucesso de um negócio.

A experiência é especialmente rica quando essas empresas optam por um projeto greenfield, ou seja, uma nova implementação usando o sistema SAP S/4HANA sem a premissa de levar configurações e processos como estão configurados nos ERP legados. Isso permite o redesenho e a otimização de processos com a adoção de melhores práticas do setor, eliminando ineficiências. A plataforma, combinada com uma abordagem adequada de implementação, também facilita a integração de novas tecnologias, como inteligência artificial, IA generativa, Microservices e Internet das Coisas (IoT), entre outras, abrindo caminho para a gestão mais inteligente, automatizada, e grande flexibilidade de composição de arquiteturas de aplicações.

A migração, sustentada por uma cultura de inovação, proporciona às empresas uma vantagem competitiva sustentada e sucesso a longo prazo.

Sérgio da Costa Cruz / Líder de SAP Sales e Go-To-Market da Accenture Latam

Entrevista com Adriana Aroulho

Presidente da SAP Brasil e América Latina, explica como o S/4HANA suporta a transformação das empresas e como aproveitar todo o seu potencial. Confira entrevista exclusiva para a Unboxing.

Oportunidade

Unboxing: Por que a migração para SAP pode representar uma oportunidade única de transformação para as empresas?

Adriana Aroulho: A migração para o RISE with SAP oferece às empresas a chance de aumentar sua produtividade e obter diferenciais competitivos ao unir automação e IA. O ERP da SAP sempre foi uma ferramenta sólida e agora mostramos aos nossos clientes que o que já era bom pode ser ainda melhor.

A tecnologia em nuvem é o caminho para as empresas se tornarem mais inteligentes, produtivas e sustentáveis.

Na nuvem, o cliente ganha mais agilidade nos processos, economiza tempo e recursos, que podem ser investidos em outras áreas. O sucesso da SAP em ERP se baseia na capacidade de executar os processos empresariais mais críticos de maneira integrada, com um único modelo de dados.

Aproveitando esse conhecimento e a celeridade da nuvem, trazemos inovação aos clientes e garantimos que tenham sempre as soluções mais atuais à disposição.

Quais os benefícios?

Unboxing: Quais são os benefícios para quem realiza uma implementação greenfield para o S/4HANA Cloud?

Adriana Aroulho: A implementação greenfield oferece benefícios significativos, como um "clean core", que promove simplicidade e eficiência ao eliminar customizações e códigos legados desnecessários. Isso facilita atualizações e upgrades futuros. Também permite a implementação baseada em melhores práticas de negócios predefinidas pela SAP para diversos setores da economia, permitindo que a empresa utilize processos otimizados e bem testados, reduzindo riscos e melhorando a eficiência.

Outro benefício é a integração de IA e machine learning, que automatiza tarefas repetitivas e agiliza processos. A capacidade analítica pronta do S/4HANA Cloud permite análises em tempo real, oferecendo insights imediatos e auxiliando decisões estratégicas. Ferramentas analíticas integradas facilitam a criação de dashboards e relatórios dinâmicos, melhorando a visualização de dados sem necessidade de customizações extensas.

Como aproveitar?

Unboxing: Qual é a melhor forma de aproveitar todo esse potencial de transformação?

Adriana Aroulho: As grandes inovações na TI corporativa, incluindo a IA generativa, ocorrem na nuvem.

A Joule, a gen AI da SAP, já está diretamente integrada aos sistemas que suportam os processos de negócios mais críticos e trabalha ao lado das empresas, descobrindo insights e aumentando a eficiência de suas operações de forma integrada, relevante e responsável. Há 50 anos, a SAP tem a confiança dos clientes para conduzir seus negócios com agilidade, e nossa IA é construída com base em padrões rigorosos de ética e privacidade de dados.

Com o lançamento de uma série de funcionalidades para o SAP Business AI, transformamos os modelos de negócios de nossos clientes, combinando as melhores ferramentas do mercado com dados SAP e nosso profundo conhecimento de processos. Mais de 130 cenários de IA já estão integrados nas soluções, e mais de 23 mil clientes ao redor do mundo usam essas capacidades.

Por que a Accenture?

Unboxing: Como você vê as capacidades da Accenture na jornada de transformação tecnológica e de processos de negócios das empresas com a implantação do SAP S/4HANA Cloud?

Adriana Aroulho: A Accenture desempenha papel significativo na jornada de transformação tecnológica e de processos de negócios das empresas e a reconhecemos como um grande parceiro de negócios da SAP.

Ela oferece uma combinação de experiência técnica e de negócios que facilita a migração para o SAP S/4HANA Cloud, ajudando as empresas a maximizarem os benefícios da plataforma. A Accenture acelera a transformação digital e dos processos de negócios, permitindo que as empresas se adaptem às demandas do mercado e tirem o máximo proveito do S/4HANA Cloud.

Como se preparar?

Unboxing: O que um executivo precisa saber antes de embarcar nessa jornada de migração? 

Adriana Aroulho: A migração para a nuvem traz inúmeras vantagens, começando pela segurança da informação.

Com a plataforma SAP Business Technology (SAP BTP), que conecta todo o portfólio SAP, os clientes encontram ainda mais razões para utilizar múltiplas soluções SAP, especialmente o SAP S/4HANA Cloud e o BTP, que formam a base do portfólio de produtos e do sucesso que apoiamos as empresas a alcançarem. 

O RISE with SAP é uma oferta única, que fornece um caminho para que as empresas se tornem inteligentes, independentemente do ponto de partida ou da complexidade de seus negócios.

No modelo de assinatura, inclui acordo de nível de serviço, operações e suporte, oferecendo flexibilidade para que as empresas prosperem em um ambiente de constante mudança, sem a necessidade de grandes investimentos iniciais. A abordagem holística da SAP vai além da migração técnica para a nuvem, permitindo uma transformação contínua dos negócios.

Suporte para voos mais altos

No caso da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), a implementação do S/4HANA, em parceria com a Accenture, é estratégica para alçar a companhia a novos patamares. A empresa passa por processo acelerado de crescimento, que demanda transformação intensa.

“O sistema e os processos que foram implantados no início da fundação da empresa, há quase duas décadas, não suportavam mais os desafios atuais e futuros da CMAA. O que nos trouxe até aqui não nos levará aonde queremos chegar”, afirma Ricardo Romanelli, Head de TI da CMAA. “Precisávamos transformar nosso negócio e redesenhar os processos.”

Ele diz que SAP foi o ERP que trouxe mais aderência aos requisitos e capacidades da CMAA, além de ser um habilitador fundamental à jornada de transformação digital.

“Nosso objetivo sempre foi fazer um projeto que não seria uma simples substituição de ferramenta”, diz. “A Accenture foi a escolhida por apresentar essa expertise, além de ser uma grande implementadora de SAP globalmente.”

Unificar a solução

Foi a busca por maior agilidade e flexibilidade que levou a Braskem à escolha do S/4HANA.

Além de enfrentar as limitações de um sistema mais antigo, a petroquímica lidava com um grau elevado de customização de seu ERP, o que dificultava o potencial das aplicações.

Outro entrave era a necessidade de soluções de fora da SAP para endereçar aspectos operacionais específicos e que atualmente são realizados via S/4HANA – uma situação que gerava outros custos de operação e manutenção.

Diante desse cenário, a empresa buscou a Accenture para a realização de um assessment de 12 semanas. Um time de especialistas com competências diversificadas – desde tecnologia, passando por estratégia e consultoria, entre outros – foi alocado dentro da Braskem para entender o cenário e os potenciais de geração de valor.

Hoje, a Braskem passa por um processo transformacional que, ao final, trará impacto de redução de TCO (Total Cost of Ownership).

“Com base nas dores detectadas, identificamos potenciais alavancas de negócios que trarão benefícios financeiros concretos”, afirma Sérgio da Costa Cruz, Líder de SAP Sales e Go-To-Market da Accenture para a América Latina.

Como gerar valor da IA?

As empresas passaram o último ano explorando as novas capacidades de IA. Agora, o foco muda para a escalabilidade e o ROI. Mas como os líderes empresariais podem transformar todos esses experimentos interessantes em soluções escaláveis que entreguem valor real e sustentável para o negócio?

Segundo o estudo “Soluções SAP na era da IA”, da Accenture, para alcançar esse valor, as empresas precisarão começar a usar os próprios dados para otimizar e personalizar a IA generativa, permitindo que ela entregue saídas mais precisas, relevantes e específicas ao contexto.

Isso significa permitir que a IA generativa acesse sistemas e dados ERP centrais, incluindo o ecossistema SAP de soluções críticas – usadas por muitas das grandes organizações do mundo. Isso, porém, é uma tarefa complexa, dada a natureza altamente integrada de muitas implementações maduras de ERP.

Muitas delas são muito customizadas e com uma arquitetura de integração complexa, representando um obstáculo para a modernização e implicam em altos custos.

A solução para isso é a adoção da chamada arquitetura composta (composable architecture) e o conceito de Clean Core, características-chave do ecossistema SAP moderno. Ela fornece flexibilidade ao sistema e permite uma abordagem modular, como “blocos de construção”.

“Nem sempre a decisão é por utilizar todas as soluções SAP, ou há casos ainda de necessidades que não são cobertas por soluções SAP. Nesses casos, pode-se customizar algo, mas fora do Core do sistema ERP da SAP. Também pode-se utilizar uma composição com outras soluções especialistas de mercado", explica Adriano Régis, Líder da Prática de SAP da Accenture na América Latina. “Quando quiser trocar essa customização ou solução especialista, ela não estará engessada no meio do sistema. É possível simplesmente sacá-la e colocar outra coisa, como se fossem blocos de montar.”

Accenture e SAP S/4HANA

+ 2 mil

Profissionais em SAP no Brasil

+ 40

Projetos greenfield no País

Acima de tudo, humano

Adriano Régis aponta a expertise para trabalhar com a arquitetura desacoplada do S/4HANA como um dos principais diferenciais da Accenture – especialmente em projetos de alta complexidade, com gigantes do mercado, vários players e áreas envolvidos. E a razão disso é o grande número de profissionais especializados em SAP, com capacidade de realizar projetos que vão muito além da implantação dos processos dentro da ferramenta.

“Somos 2 mil pessoas na equipe de SAP apenas no Brasil. Temos gente especializada em migração de dados, gestão, cut-over, hypercare, entre tantos outros”, afirma Régis. “Nossa prática de estratégia e consultoria ajuda o cliente a definir o melhor processo a ser implementado. Sem isso, não há transformação.”

Uma solução, diferentes áreas

Um desses especialistas é Anderson Pereira, Líder de SAP Cloud First da Accenture na América Latina. Com mais de duas décadas de Accenture, ele começou ainda como estagiário, sem nem saber o que era SAP. Seis meses depois, participou de uma academia, entrou no primeiro projeto da solução, e nunca mais deixou de trabalhar com ela.

“Foram anos de muita intensidade. Projetos com bastante volume. Muitas viagens, EUA, Europa. E, ao mesmo tempo, muito aprendizado”, lembra.

Uma das características que Anderson Pereira mais valoriza em trabalhar com SAP é a oportunidade de atuar nas mais diferentes áreas, como processos de vendas, logística, finanças, entre outras.

“SAP te permite buscar e expandir conhecimento, porque está no coração das empresas, no núcleo da operação dos clientes”, afirma. “Assim, pude trabalhar com um pouco de tudo.”

Aprendizado contínuo

Um aprendizado que vem tanto do dia a dia dos projetos, quanto das academias e dos treinamentos específicos.

“Isso é muito bom da carreira na Accenture. Conseguimos nos moldar, construir e adequar a nossa carreira de acordo com o que faz mais sentido para nós”, diz Pereira. “Desconheço uma empresa que investe tanto em formação quanto a Accenture. São inúmeros treinamentos, cursos e academias, que trazem uma visão de processo que nos diferencia.”

Outro ponto fundamental para a Accenture é a diversidade como um dos pilares nas equipes de tecnologia, especialmente de mulheres. 

Dentro do time de SAP, surgiu uma iniciativa orgânica para troca de experiências entre as mulheres, com o objetivo de promover melhorias construtivas e conexões genuínas entre as mulheres. Um grupo que participa de encontros mensais e hoje conta com mais de mil mulheres, e já não é mais restrito a quem trabalha com SAP.

Demanda crescente

Outro ponto que Anderson Pereira exalta em poder trabalhar com SAP é a constante evolução da tecnologia. Ele lembra que, no início, uma preocupação comum era como seria o mercado de trabalho na área, se as oportunidades acabariam rapidamente, quando os projetos estivessem todos implementados. A realidade, porém, se mostrou oposta, com uma demanda que aumenta constantemente.

Ele explica que isso acontece devido à expansão da solução, com o desenvolvimento para diversas áreas, além do backoffice, como marketing, RH e planejamento. Outro motivo é o alinhamento contínuo com as novas tecnologias, como foi cloud há alguns anos, e IA, hoje.

“A tendência é continuar crescendo”, diz. “Atualmente, há as mudanças provocadas pela reforma tributária, que vão gerar muitas demandas. Já temos clientes nos procurando para tratar disso.”

Unboxing #7: No caminho da relevância tinha gen AI

Ao testar a inteligência artificial generativa (gen AI), o BV, um dos maiores bancos privados do Brasil, partiu do seguinte “prompt": e se pudéssemos tratar nossos clientes de forma holística e engajar cada um como se fosse único? Em um mercado altamente competitivo, o banco viu na nova tecnologia a oportunidade de crescer se diferenciando dos players tradicionais e fintechs. Partindo de trilhões de parâmetros, em parceria com a Accenture e o Google Cloud, no BV a criação das comunicações com os clientes ficou até 80% mais rápida e aumentou em 100 vezes o grau de personalização. “É uma mudança estratégica da visão de produto para uma visão de cliente”, diz o líder de Data & AI para Accenture Song Américas, Robert Duque. O caso ilustrou um anúncio da expansão dos investimentos em IA generativa e cibersegurança que Accenture e Google Cloud fizeram no fim de agosto.

Os maestros da reinvenção

Segundo a senior advisor da Accenture Song Andrea Salgueiro, é justamente para a estratégia que os líderes de Marketing devem se voltar quando se veem diante de uma tecnologia com potencial para reinventar todo o modelo de negócio das organizações. “Os Chief Creative Officers (CMOs) estão perdendo o papel de bússola dentro das empresas, mas devem voltar para esse lugar e agir como verdadeiros maestros”, diz Andrea, que já foi CEO da Whirlpool, CMO global da Unilever e hoje é conselheira do Grupo Boticário, Ypê e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “A gen AI deveria ser uma ferramenta fundamental para juntar todo os dados da organização, entender a jornada do consumidor, desenhar a estrutura de precificação, construir o posicionamento da marca, informar a equipe de vendas qual categoria vai vender em qual regional por qual preço e quanto de receita vai trazer. Isso, sim, muda o jogo.”

Se os leigos são bons, como ficam os profissionais?

Na Samsung, a palavra de ordem é “democratizar” a IA. Dona de mais de 3 mil patentes relacionadas à tecnologia desenvolvidas aqui no Brasil, a companhia sul-coreana foi pioneira em levar a IA para o bolso dos consumidores no começo de 2024 com o lançamento do smartphone Galaxy S24. “Agora não é preciso ter conhecimento técnico, saber escrever um prompt para editar uma foto, por exemplo”, afirma a CMO da Samsung na América Latina, Ilca Sierra. “Qualquer leigo consegue usar a ferramenta e não vai ficar tosco. Vai ficar bem bom, aliás. E todos os dias nos surpreendemos com como os criadores de conteúdo usam esses recursos com tantas possibilidades nas mãos deles.” Para os criativos profissionais, o desafio de desenvolver algo notável se torna ainda maior neste cenário. Creative Chairperson da Accenture Song, Nick Law defende que, com gen AI, a pressão voltou para o lado humano. “O extraordinário sempre virá da imaginação de um humano trabalhando com uma máquina poderosa”, diz Law.

Foge que é cilada

A satisfação com imagens e conteúdos pasteurizados criados pela máquina é, portanto, uma das grandes armadilhas que os líderes devem evitar na era da IA generativa – os consumidores, afinal, não estão menos exigentes. Segundo pesquisa do Gartner, a maioria prefere que as empresas não usem IA no atendimento a eles. O temor é de que ela seja mais um obstáculo a ser vencido para falar com um consultor, depois de esgotadas as opções de self-service. Para o Chief Creative Officer da Accenture Song Latam, Eco Moliterno, a chave está na “criatividade em escala”, que substitui a dicotomia “criatividade ou escala”. “A mentalidade dos talentos muda porque, em um processo criativo com gen AI, o que se produz não é um esboço, mas algo crível que precisa ser refinado. A evolução do conteúdo levará do ‘many to endless’ das redes sociais para o ‘endless to endless’”, diz. “Para falar com 1 milhão de pessoas, as marcas precisarão de 1 milhão de conteúdos, e isso agora é possível.”

Entre o risco e a inação, prefira o primeiro

Nove em cada dez organizações passaram por ao menos duas transformações nos últimos três anos, de acordo com a pesquisa da Accenture Change reinvented. Ela mostra também que, globalmente, 96% dos líderes C-suite dedicarão mais de 5% das receitas a projetos transformacionais nos próximos três anos. Ainda assim, só 30% deles confiam em suas capacidades de mudança. É aqui que entra a necessidade de as empresas integrarem a reinvenção à cultura para que, mais do que gerirem a mudança, elas possam inspirar e facilitá-la. Para a diretora de clientes do Sicredi, cooperativa de crédito brasileira com mais de 120 anos, Carol Parra, os talentos hoje devem ter ao menos dois skills. “O primeiro é a capacidade de resolver problemas, já que eles vivem se adaptando e as pessoas precisam evoluir junto com eles”, diz. “O segundo é ter iniciativa.” Hoje a Accenture defende que o maior risco associado à IA generativa é a inação, o que afeta a trajetória de crescimento futuro das empresas.

O prompt que reforça uma marca

Quando as companhias dedicam recursos à estruturação de um núcleo digital sólido – incluindo plataformas digitais, dados, infraestrutura cloud-first, integração combinável, IA, segurança e plano de controle contínuo – e à criação de um footprint coerente, a tecnologia expande a criatividade. No caso do projeto The Dove Code, da Soko, agência recentemente adquirida pela Accenture no Brasil, os criativos testaram nas ferramentas de gen AI o que aconteceria com a geração de imagens segundo o prompt “imagine uma mulher confiante em uma campanha de Dove pela Beleza Real”. E o resultado foi muito diferente da gerada pelo prompt sem a referência à marca. “A criatividade autêntica ainda é alimentada pela empatia e pela experiência humana, características que a tecnologia pode apoiar, mas não substituir”, afirma o CEO da Droga5 São Paulo, Felipe Simi. “A IA analisa grandes quantidades de dados para identificar padrões e prever tendências, oferece insights. Mas a curiosidade sempre será humana.”

Social listening on steroids

Hoje as empresas já conseguem sair do ad hoc para operar em um modelo “always on” de insights. Após a aquisição recente de duas empresas na Ásia, a Accenture Song desenvolveu uma ferramenta de monitoramento capaz de fazer conexões nada óbvias entre o que os consumidores falam nas redes sociais e em canais de relacionamento das marcas, com pesquisas culturais e tendências emergentes para a captura de insights, reduzindo em 40% o tempo dedicado a isso. No piloto dentro de um banco asiático, a equipe usou IA para ver 50 mil vídeos relacionados a finanças, entretenimento, viagens e alimentação, voltados a comportamentos financeiros. Com base nisso, identificou 148 tendências (e dentro delas, subtendências, ordenadas das mais importantes para as menos), e trouxe recomendações de potenciais estratégias para o banco lançar produtos financeiros para viagens.

Afinal, a vida acontece nas entrelinhas

A IA generativa traz uma nova fronteira para as experiências digitais ao adicionar contexto às conversas. “Ela é rica, porque entende as entrelinhas e chega na intenção”, afirma a diretora executiva da Accenture Song Carolina Amaral. Segundo ela, concluir a venda em uma loja física é mais fácil quando o vendedor consegue entender que, ao buscar um perfume, talvez a pessoa não faça tanta questão de um perfume específico, o que ela quer é agradar a sogra, por exemplo. “A gen AI veio para cumprir um sonho antigo das experiências digitais: você entra em um site e não precisa dizer qual ou quantos balões quer comprar, mas sim colocar as características do que considera uma festa de aniversário incrível para o seu filho e os produtos já aparecem no seu carrinho”, afirma. É esse tipo de oportunidade que muda a vida do consumidor, a forma como as pessoas trabalham, e coloca as marcas na trajetória do crescimento por meio da relevância.

Desvende o encanto da transformação

Para liderar a mudança, é preciso entender para onde a bússola da inovação aponta.

Isso é o que você encontra ao explorar Unboxing: reportagens amplas que revelam o ponto de contato entre o conhecimento e os movimentos atuais das indústrias, da sociedade e da tecnologia no País.

Uma revista digital pensada para os amantes do aprendizado permanente, que traz os fatos e tendências analisados à luz das pesquisas e pontos de vista mais recentes, com o olhar exclusivo de fontes de credibilidade.

Por que Unboxing?

É inegável que o mundo digital se integrou ao cotidiano das pessoas. Um exemplo disso é o sucesso dos "unboxings" - o ato de desempacotar um produto que chegou em casa, o famoso “recebido” - um novo hábito quase tão popular quanto as dancinhas nas redes sociais.

Milhares de pessoas compartilham, continuamente em stories e feeds, a experiência de desembrulhar um novo presente ou compra. Unboxing tem o objetivo de trazer a mesma sensação ao leitor: o encantamento de “abrir” algo novo, surpreendente e instigante.